A mim sempre pareceu difícil ter certeza sobre a veracidade de alguma coisa pela imprecisão do conhecimento humano face à infinidade de coisas que há para ser conhecidas.
Mas agora cheguei a uma proposição que parece adequada para explicar a fragilidade da teoria do conhecimento e foi lendo Zenão de Eléia que vim a pensar nisso.
Zenão mostra que certas afirmações são incompatíveis, mas quando as tomamos isoladamente, elas não parecem absurdas. O que proponho é que o conhecimento humano além de depender do conhecedor, depende mais ainda do mundo em que ocorre. O mundo é virtualmente infinito, e quanto maior a parcela dessa infinitude, mais difícil se torna fazer uma afirmação verdadeira.
Ora, o mundo parece infinito – mesmo que não o seja, não posso chegar a conhecer os seus limites, por isso disse virtualmente infinito – e o que existe atravessa muitas dimensões onde se dá a conhecer de diferentes maneiras.
Parece claro então porque os indianos chamavam o mundo de Maya, ilusão. Só pode ser um quebra-cabeças divino um problema intrincado como esse.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário