Horas demasiadas,
Olhos emaciados,
Mentes amaciadas.
Pois a vida é demasiado dura
Para quem leve como vento.
E a amarga dor não cura
O forte vício em novo alento.
O mundo m’espreme o peito
Agride, me pesa forte.
Duro, concreto, já feito
Em aberto, só a morte.
Que a luz, assim como facas,
Que o som me vem como bombas,
Se vão com o encher de taças,
Ao passar das horas longas.
Amortecendo da vida o impacto,
Bebendo, quebrando os copos.
Mudando bravata em ato,
Vivendo, matando os corpos.
domingo, 19 de outubro de 2008
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