segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Outra poesia sem nome...

As vezes eu saio pelas ruas,
Quente, teso, arretado,
Sinceramente aperreado,
Bobo e perplexificado
Pelo caminho tomado
Por motivo ignorado
De destino ofuscado
Do sentido do meu viver.

E assim mormente,
Saio eu co’ os olho quente
Com o sangue fervente
Chutando tudo pela frente
Atitude coerente
Com aquilo que se sente
Todo aquele não dormente
Ser parido, ser vivente,

Assim te vejo derrepente
Num momento fulgurante
Inesquecível instante
Louco e inebriante
Tão estupidificante
Um feitiço estuporante
Como nunca vira antes
E teu olhar tão distante
É escarificante,
Um mistério fascinante
Principio diversificante
Do qual sou ignorante
Que de mim fez homem e de você uma mulher

Não me vês, ou finges, e eu sigo adiante.

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