segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Outros escritos de 2008, mais alegres esses....

Sinto tanto prazer em sentir,
que sentindo me sinto completo
parece que me ocupa a paisagem
uma vastidão interior.
(As vezes sentir me despedaça.)
As cores, o odor, a libido...
vivo encantado com a vista.
Também me observo de perto,
com o olhar de um paisagista.
Amante, esteta esclarecido,
sigo a erótica platônica,
que o sábio não sabia sustentar,
se esta ou a sua filosofia.
Que idéia aspiro apreender?
Do belo ou do verdadeiro?
Do belo, pois sei que existe.
A verdade, por força, não há.







Aqui sobre esta rocha,
avassalado por esse mesmo vento
por quem és cavada a eras.
Assim como tu sou rocha,
sou moldado
pelo vento soprado,
pelas eras chovido.

Sou feito de ti e somos um,
erodidos pelas eras,
talhados pela força dos tempos,
pelo ímpeto dos elementos,
afagados pelo Sol,
lambidos pela Lua,
embriagados com o elite das estrelas.
Sabemos que nos e ela somos todos
uma mesma matéria.

Montanhas ancestrais,
pilares do céu,
raízes do chão,
alma da terra
vomitada fluida,
tornada sólida,
trabalhada pelas estações.
Somos teus filhos e te honramos:
com sua constância te trilhamos.

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