sábado, 11 de setembro de 2010

Sou amante da noite
do ocaso à aurora
rezo não ver o sol
no globo pela beirola.

Cuimes tenho do astro
flamejando fulgurante
que venha tirar-me a lua
tomá-la como amante.

Que venha ofuscar estrelas
queridas minhas irmãzinhas
e vazio me encontre
a errar de manhazinha.

Se o mundo tenho por pasto,
que hei de fazer do céu?
Da minha casa, telhado.
De m'a cabeça, chapéu.

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