Detras desses olhos aereos
Queimam fogos e fornalhas.
Por tras desses olhos de sono
Moram monstros ancestrais.
Detras destes olhos de chuva
Movimentam-se maquinas pesadas.
Por tras desses olhos aquosos
Auto-fornos e auto-claves.
Placas tectonicas nao se acomodam,
Uma fome imensa não se aplaca,
Por tras desses olhos de gelo
Muitas focas são assadas.
Dentro dessa armadura de vidro,
olhos aflitos fazem digestão.
sábado, 11 de setembro de 2010
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